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sábado, 7 de julho de 2007

A indústrial Cultural

Por Alexandre [Chacal]

Quando se observa com cautela o que a indústria cultural produz, encontramos algum tipo de copia mal feita de algo que já havia sido criado, mas que precisou ser lapidado aos moldes de entendimento do cidadão brasileiro. A arte deixa de ser uma criação natural e passa a ser uma criação mecânica e lucrativa. O artista para de produzir sua arte e passa a atender pedidos de seus clientes para poder manter suas obras, atendendo assim o mercado cultural, satisfazendo a vontade e as necessidades das massas, uma tendência que em geral se torna algo passageiro e obsoleto. Os seus clientes não mais apreciam o seu trabalho, eles passam a criar a que querem consumir, "A voz do povo é a voz de Deus", será se na cultura esse dito popular se encaixaria?

O mercado cultural se move através de tendências, formando ciclos periódicos, onde muitas tendências acabam voltadas a ser lucrativas um dia, mas deixando claro que nem sempre tudo que seja vendido no mercado cultural seja lixo, podendo-se encontrar grandes artistas que começaram na cena underground, fizeram parte da cena alternativa, mas que devido à qualidade ou outro fatores, popularizando seus trabalhos, tornando-os lucrativos ao mercado. Alguns artistas se mantêm na cena alternativa por toda sua carreira, vivendo de uma parcela da sociedade que consomem seus trabalhos ou acontece seu ciclo cultural onde o que era underground e desvalorizado, passa ao estagio de organização alternativa até se popularizarem e darem espaço para novas tendências fazerem o mesmo.

O mercado não deveria manipular a produção cultural, copiando algo que já havia sido copiado e que também já vinha de uma copia anterior. Esse ciclo vicioso que o mercado produz, cria uma falsa e manipulada identidade cultural do cidadão brasileiro, não dando espaço a se conhecer o novo e o diferente. No que se diz respeito à cena alternativa, é evidente falar que, ela se mantém viva e com fortes crescimento com o passar dos anos, a indústria cultural nunca esteve tão ligada aos meios alternativos quanto hoje, nunca se popularizou tantos artistas alternativos, dando visibilidade a esse ilustre desconhecido aos olhos da massa, dando oportunidades à circulação da informação. Nunca o termo 'Indústria Cultural' foram tão atuais e explicativos a nossa situação atual, Adorno e Horkheimer, confirmariam em nossos dias o que queriam dizer em suas teses, fariam se provar por que o ser humano encontra tanto consolo na mídia e deixa se levar como um tolo no cotidiano de sua vida.

Os devidos núcleos de produção de mídia alternativa são uma força relevante na nova forma de comunicação que vem se constituindo. Partindo da insatisfação com as mídias corporativas, comprometidas com os interesses do capital, esses movimentos visam oferecer uma maneira de pensar a função transgressiva da comunicação, sendo tudo isso feito com um aparato técnico mínimo e custos irrisórios. Seus principais veículos de comunicação são a internet, as rádios comunitárias e livres, jornais de baixa circulação e fanzines. O brasileiro necessita de produção cultural e não de produto cultural.


[texto relativo ao trabalho da disciplina comunicação comparada do curso de propaganda e publicidade do aluno Alexandre]